Metadados: O que são e porque são essenciais para organizar as suas fotografias

Uma das chaves para organizar bem as suas fotografias, especialmente no digital, está na forma como guardamos a informação sobre cada imagem.

Pense nas fotografias antigas. Há uma certa magia em pegar numa fotografia, virá-la ao contrário e descobrir no verso anotações feitas à mão: a data, o local, quem lá está. Alguém, em algum momento, teve o cuidado de registar essa informação, e que hoje dá um significado especial a essas memórias.

No mundo digital, esse tipo de informação chama-se metadados e pode ser o seu maior aliado na hora de manter as memórias organizadas e fáceis de reencontrar.

O que são metadados?

Cada fotografia digital contém dois tipos de informação principais:

  1. A imagem propriamente dita (os pixels que compõem a fotografia);
  2. E os metadados, ou seja, tudo aquilo que descreve e dá contexto à imagem.

Os metadados são informações que ajudam a saber mais sobre a fotografia, como por exemplo a data em que foi tirada, a câmara usada, a localização GPS ou até o nome do autor. Sempre que vê as propriedades de uma fotografia no computador ou num programa de organização está a ver os metadados.

Além das informações técnicas que são registadas automaticamente, pode também acrescentar informação manualmente: como nomes de pessoas, descrições do momento ou palavras-chave. Isso torna a sua coleção pessoal muito mais rica, organizada e fácil de pesquisa no futuro.

Alguns metadados apresentados pelo MacOs

Porque é que os metadados são importantes?

O valor de uma fotografia vai muito além da imagem em si, o que realmente importa é o significado que têm para si e sua família.. 
Se valoriza a história por trás das suas imagens os metadados ajudam a preservar as suas memórias com mais sentido e organização.

Há três razões principais para prestar atenção aos metadados:

  1. Dão contexto às suas memórias.
    Permitem saber onde e quando a fotografia foi tirada, quem aparece nela e em que ocasião. Pode incluir até o nome do autor da foto.
  2. Ajudam a manter a coleção organizada.
    Pode ordenar fotos por data, por eventos ou por localização, mesmo em pastas diferentes ou plataformas como Google Photos.
  3. Facilitam a pesquisa no futuro.
    Ao incluir palavras-chave, descrições ou dados de localização, será muito mais fácil encontrar fotografias específicas mais tarde, mesmo em coleções grandes.

Que tipo de metadados vale a pena guardar?

Embora existam muitos campos possíveis nos metadados, quando falamos de fotografias pessoais e de família, há apenas alguns que são verdadeiramente relevantes.

Vamos aos principais: 

1. Data que a fotografia foi tirada

A data é um dos metadados mais importantes, mas também um dos que mais confusão causa, porque há vários campos de data diferentes.
A data que realmente interessa é a data em que a fotografia foi tirada e não, por exemplo, data em que a fotografia foi enviada ou guardada no computador (“data de criação do ficheiro”).

Essa informação fica gravada automaticamente num campo chamado DateTimeOriginal.

💡 Dica:
No Windows, aparece como “Tirada em”;
No Mac, encontra-se como “Conteúdo criado”.


Atenção:
Algumas fotografias podem ter o tal campo “DateTimeOriginal” vazio (acontece, por exemplo, em fotografias partilhadas através do WhastApp). Nesses casos, os sistemas operativos assumem a data de criação de ficheiro como a data em que a foto foi tirada. E em fotografias digitalizadas, o campo da data original pode estar incorreto porque a data que fica registada é a data da digitalização, e não a data verdadeira da fotografia. Neste caso, vale a pena editar manualmente os metadados e inserir uma data aproximada em que a fotografia foi realmente tirada.

2. Localização da fotografia

Hoje em dia, a maioria dos telemóveis e câmaras têm GPS integrado e gravam automaticamente as coordenadas do local no ficheiro.
Mas nas fotos mais antigas ou sem câmaras sem GPS, pode acrescentar a localização manualmente, sobretudo se forem memórias importantes de viagens, festas ou lugares com significado familiar.

3. Informações descritivas

Estas anotações são mais ricas, mas também exigem um pouco mais de dedicação. Mesmo assim, para quem quer organizar as suas fotografias, vale a pena o esforço. São estes elementos que vão completar o contexto para além de dar o seu toque pessoal.

Pode incluir:

  • Um título como “Casamento da Sofia” ou “Férias de verão 1998”  que identifique o evento ou a ocasião. 
  • Uma descrição, onde pode incluir detalhes emocionais ou curiosidades: “Primeiro Natal em casa nova – Lisboa, 2002”
  • Palavras-chave, que ajudam na pesquisa: Locais (“Paris”, “Praia da Rocha”), pessoas (“Tio António”, “Bobby (cão)”), eventos (“aniversário”, “noivado”)

Tudo isto ajuda a preservar melhor as suas memórias e facilita imenso quando, anos depois, quer procurar aquela fotografia “do jantar no Porto com o tio Carlos”.

Os metadados não ocupam espaço, não estragam a fotografia e não estão visíveis à vista desarmada, mas estão sempre lá, prontos a revelar a história por trás do momento.

Quer continuar a organizar as suas memórias com intenção?

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